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Eduardo Braide tem renegado Simplício, Fufuca, Wellington e Lahésio nas redes sociais, mesmo eles se oferecendo sem taxa de entrega

O ex-prefeito de São Luís, embora seja fruto de uma fabricação caseira da política maranhense, ainda tenta vender a imagem de que é algo novo e diferente.

Tem sido, no mínimo, constrangedora a forma como alguns políticos maranhenses tentam se aproximar do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), utilizando as redes sociais como ponte para uma possível aliança. Cada um usa a arma que tem, mas até agora nenhum deles recebeu sequer um “like” do pré-candidato ao Palácio dos Leões.

A estratégia adotada por Braide para a disputa de 2026 parece clara: evitar qualquer associação mais direta com figuras políticas que carregam trajetórias semelhantes às de Wellington do Curso, Simplício Araújo, Lahésio Bonfim e André Fufuca. O ex-prefeito parece querer distância de políticos que são vegetarianos no almoço e carnívoros no jantar, dependendo apenas de quem esteja servindo a mesa do poder.

O deputado estadual Wellington do Curso praticamente se oferece diariamente ao comentar quase todas as publicações de Braide nas redes sociais. O problema é que o ex-prefeito sequer retribui com uma curtida. O silêncio virtual revela que Wellington pode até servir como cabo eleitoral, mas dificilmente ocuparia um espaço de destaque em um eventual projeto político liderado por Braide. Afinal, os dois já estiveram em lados opostos nas eleições de 2020 e 2024, além de Wellington carregar consigo uma identidade política fortemente associada ao bolsonarismo.

Já Simplício Araújo aposta em outra estratégia. Publica artigos elogiosos, grava vídeos recheados de adjetivos favoráveis a Braide e aproveita cada oportunidade para atacar o governador Carlos Brandão. Nem assim conseguiu despertar qualquer demonstração pública de simpatia por parte do ex-prefeito. Talvez porque, na política, Braide não queira correr o risco de dividir protagonismo. Como dono da bola, do campo, do uniforme e da escalação, a camisa 10 precisa continuar sendo exclusivamente dele.

Lahésio Bonfim foi ainda mais longe. Abriu mão de sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão após acreditar em uma promessa que teria sido feita por Braide. Segundo interlocutores do meio político, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes teria recebido a garantia de que poderia disputar uma vaga ao Senado. Caso o plano não prosperasse, haveria ainda a possibilidade de ser apoiado para uma candidatura à Prefeitura de Imperatriz ou até mesmo de São Luís em 2028, num cenário em que Braide chegasse ao Governo do Estado em 2026.

Curiosamente, Lahésio já havia denunciado publicamente uma suposta tentativa de Braide de financiar sua desistência da disputa estadual. Agora, acabou desistindo por conta própria. O que mudou no percurso é uma pergunta que segue sem resposta.

Por sua vez, o deputado federal André Fufuca vive uma situação peculiar. Escanteado por setores do grupo governista, principalmente pela falta de confiança que alguns aliados de Carlos Brandão demonstram em relação à sua fidelidade política, Fufuca tenta manter abertas todas as portas possíveis. Sua trajetória mostra uma impressionante capacidade de adaptação. Já esteve ao lado de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. No Maranhão, transitou entre os grupos de Roseana Sarney, Flávio Dino e Carlos Brandão. Agora, segundo os bastidores, também estaria de olho em uma aproximação com Braide.

No fim das contas, Simplício, Lahésio, Fufuca e Wellington continuam se apresentando como produtos disponíveis na vitrine política maranhense. O detalhe é que, mesmo sendo oferecidos sem frete, sem taxa de entrega e com condições facilitadas, Eduardo Braide segue recusando as encomendas.

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