POLÍTICA

Flávio Dino critica atuação da Polícia Rodoviária Federal no combate aos bloqueios de BR’s

Senador eleito diz que o silêncio de Bolsonaro é para estimular ataques ao estado democrático de direito

O Globo publica nesta terça-feira (1º) nas versões impressa e digital uma entrevista com o Flávio Dino. O jornal carioca ressalta que cotado para assumir o Ministério da Justiça, o ex-governador do Maranhão e senador eleito pelo PSB foi o único nome sinalizado publicamente por Lula ainda durante a campanha para assumir uma função em seu governo.

Flávio Dino diz, entre outras, que o silêncio de Bolsonaro sobre a vitória de Lula, além de coerente com uma “pessoa que tem muita intolerância com as boas práticas políticas, é uma maneira oportuna de estimular as arruaças que acontecem nas rodovias do país.

Sobre a atuação da Policia Rodoviária Federal , ele criticou o aparelhamento da instituição para fins partidários, dando ênfase aos dois pesos e duas medidas na sua maneira de agir.

No dia da eleição, em um comportamento fora do padrão a Polícia rodoviária prejudicou a chegada de eleitores aos locais de votação, enquanto que no episódio da interrupção das rodovias, onde há crimes sendo perpetrados em flagrante, ela está, “em muitos casos, apenas acompanhando”

Em respostas aos jornalistas Bruno Góes, Jenniffer Gularte e Paula Ferreira, Flávio Dino ainda ressaltou que é necessário combater com diálogo a ideologização que vem ocorrendo nas forças policiais , Judiciário e Ministério Público.

“Nós não queremos uma polícia ideologizada nem para direita ou para esquerda. A polícia tem que ter como parâmetro o profissionalismo. E, para isso, ela deve ter a marca da isenção. Não vamos trocar um aparelhamento por outro. Em vez de o aparelhamento, colocar a legalidade.”, explicou.

Ao ser questionado se está lidando com propostas da área de Justiça e Segurança pública para participar da transição, foi categórico:

“Eu pertenço à área da Justiça e Segurança Pública há 32 anos, desde que me formei em Direito. Eu fui juiz. Estou me preparando para atuar nessa área a vida inteira. Agora, se essa atuação vai ser no Senado ou em outro lugar, depende do presidente Lula. Para mim, não vai alterar em nada o nível de cooperação que eu terei”.

Com informações do blog do Garrone

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