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Hospital da Mulher de São Luís possui 15 leitos inativos para o tratamento da Covid-19

MPMA e DPE constataram a existência de 15 leitos de enfermaria inativos, por falta de recursos humanos

Durante vistoria, na tarde da última quinta-feira (27), no Hospital da Mulher, que presta atendimento exclusivo a casos de Covid-19, em São Luís, o defensor público Cosmo Sobral, titular do Núcleo de Defesa da Saúde, e a promotora de Justiça Elisabeth Albuquerque, da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de São Luís, constataram a existência de 15 leitos de enfermaria inativos, por falta de recursos humanos, de um total de 30. A unidade conta, ainda, com 10 leitos de UTI, todos ocupados, e 10 leitos de semi-UTI, sendo quatro vagos.

A informação consta no relatório elaborado pelos representantes das duas instituições para respaldar uma serie de medidas que estão sendo deflagradas com o objetivo de conter um possível colapso na rede de saúde da Grande São Luís, ocasionada pelo aumento do numero de internações relacionadas à Covid-19.Até a noite de quarta-feira (26), só havia 8 leitos de UTI disponíveis para pacientes de Covid-19 na Grande São Luís. Conforme levantamento, o governo do Estado dispõe de  269 vagas exclusivas de UTI e outros 532 leitos clínicos para tratamento do coronavírus.

“Essa situação nos preocupa enquanto órgão de fiscalização especialmente porque nós vemos um quadro prévio de saturação do sistema de saúde. Esses leitos de unidades de enfermaria, UTI ou clínicos não podem ficar inativos por falta de recursos humanos. Entendemos que é necessária, então, uma articulação entre o SUS, o Município e o Estado para viabilizar a contratação de profissionais para que esses leitos sejam colocados em atividade”, argumentou Sobral.

Ainda conforme o documento, o defensor e a promotora, com base em relato passado por equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Hospital da Mulher, de gestão do Município de São Luís, não utiliza critérios transparentes para justificar a ocupação de leitos por pacientes do coronavírus na unidade. “Outro aspecto importante nessa visita é a questão da transparência quanto ao ingresso/admissão dos pacientes nessas unidades, nesses leitos. Parece-me que é necessária uma articulação entre os órgãos de controle para que esse sistema de admissão, de entrada do paciente, seja mais claro e baseado em critérios técnicos e de forma transparente, inclusive com publicação da lista de ocupação desses leitos diariamente nas redes sociais”, asseverou o defensor público.

A segunda vistoria foi no HUUFMA, onde Cosmo Sobral e Elisabeth Albuquerque foram recebidos pela coordenação. O Hospital é gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSEH). A equipe técnica que atua na regulação da Secretaria de Estado da Saúde fez a verificação dos leitos para identificar quais, efetivamente, estão destinados ao atendimento de casos de Covid-19. No momento da vistoria, havia 15 leitos de enfermaria para Covid, com ocupação de 46%, e outros 20 leitos de UTI, com ocupação de 90%.

“A visita ao Hospital Universitária, por sua vez, foi tranquila. Verificamos que tem leitos de enfermaria e 20 leitos de UTI, sendo que o serviço prestado por aquela unidade de saúde é de alta qualidade e de altíssima complexidade no campo da saúde. Não temos nenhuma reclamação no que toca à gestão do Hospital Universitário. Pelo contrário, só temos elogios, tanto da parte da Defensoria, quanto do Ministério Público”, finalizou. O grupo interinstitucional fiscalizará outras unidades hospitalares da grande ilha, como o Carlos Macieira e o HCI.

“Estivemos com a Defensoria Pública do Estado no Hospital da Mulher e no Hospital Universitário para verificar a disponibilidade de leitos de UTI e leitos clínicos e constatamos que ambos estão com a taxa de ocupação altíssima, beirando o colapso. A demanda é muito alta. Os dois atendem pacientes de toda a zona metropolitana. No Hospital da Mulher, encontramos 15 leitos inativos”, destacou a promotora de justiça Elisabeth Albuquerque.

DISPONIBILIZAÇÃO

Após a vistoria do MPMA e DPE, o prefeito Eduardo Braide, anunciou, na manhã desta sexta-feira, 28, a disponibilização de 10 leitos de UTI no Hospital da Mulher para tratamento de Covid-19.

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