JUSTÍÇA

Interventora da FMF, Susan Lucena perde processo judicial para o radialista Maxsuel Bruno

Susan Lucena, que está no comando da FMF desde agosto de 2025, tentou sensurar o narrador esportivo, mas saiu derrotada na Justiça.

A interventora da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Susan Lucena Rodrigues, conhecida como Susan Lucena, sofreu derrota judicial no processo que moveu contra o radialista e narrador esportivo Maxsuel Bruno Pereira Vieira, conhecido no meio da comunicação como Maxsuel Bruno.

Susan Lucena ingressou com uma ação de direito de resposta, com pedido de tutela provisória de urgência, alegando ter sido alvo de matéria jornalística publicada por Maxsuel Bruno em um site e repercutida nas redes sociais. No conteúdo questionado, o radialista apontava que a interventora teria se recusado a divulgar a lista de beneficiários de cortesias em um evento esportivo, o que, segundo a autora da ação, teria insinuado favorecimento político e falta de transparência na condução da FMF.

Na ação, Susan sustentou que as informações divulgadas seriam inverídicas, sem respaldo nos fatos, e que o material publicado teria causado danos à sua imagem, honra objetiva e subjetiva, com ampla repercussão nas redes sociais.

Os argumentos, no entanto, não convenceram o juiz Marcelo Elias Matos e Oka, que indeferiu o pedido de tutela de urgência, ao entender que não estavam presentes, de forma conjunta, os requisitos previstos no artigo 300 do Código de Processo Civil (CPC).

Na decisão, o magistrado destacou que o conteúdo publicado possui caráter crítico e está amparado pelo direito fundamental à liberdade de expressão e de imprensa, garantido pelo artigo 5º, inciso IX, e pelo artigo 220 da Constituição Federal. Segundo o juiz, esses dispositivos asseguram a livre manifestação do pensamento e a atividade jornalística, inclusive com proteção contra qualquer forma de censura prévia.

O magistrado também ressaltou que Susan Lucena é pessoa pública, exercendo função de relevância institucional e projeção social, o que a torna naturalmente mais sujeita ao escrutínio público, à crítica e ao debate social — elementos inerentes ao regime democrático e compatíveis com o exercício de cargos públicos, ainda que de natureza excepcional, como o de interventora.

Com a decisão, Susan Lucena saiu derrotada no Judiciário e teve rejeitado o pedido contra o comunicador. Nos bastidores do esporte maranhense, a avaliação é de que o episódio reforça a necessidade de maior transparência e diálogo com a imprensa, especialmente em um momento em que a FMF segue sendo alvo de críticas pela falta de avanços concretos no futebol profissional do Maranhão, que ainda enfrenta crise estrutural, ausência de planejamento e dificuldades financeiras.

Veja a decisão judicial completa clicando no link AQUI

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