FUTEBOL MARANHENSE

Para atrapalhar o Moto, FMF tenta passar por cima da MP 984/2020

A Federação tenta impedir o Moto de transmitir seu próprio jogo no Castelão

No segundo jogo da final do Campeonato Maranhense 2020, que acontece neste sábado, às 19 horas, no Castelão, o Moto Club de São Luís irá enfrentar não somente o Sampaio Corrêa, mas também a própria Federação Maranhense de Futebol (FMF).

Tudo porque a Federação quer exclusividade na transmissão on-line da partida, o que vai contra a Medida Provisória nº 984/2020, que garante ao time mandante – no caso da segunda partida, o Moto – o direito de transmitir com exclusividade a final.

O presidente do Moto, Natanael Júnior, informou em suas redes sociais que o clube está tomando todas as medidas judiciais para assegurar seu direito e conter essa arbitrariedade, já que a MP 984/2020 suprimiu o regulamento da FMF, que garantia exclusividade de transmissão para a própria Federação.

Só que detalhe, a FMF não detém contrato com terceiros para transmissão remunerada das partidas. Além disso, o Moto foi o 1º lugar geral do campeonato e, como time que mais pontuou, precisa ter seu direito assegurado. Além disso, já vinha transmitindo seus jogos em sua plataforma como uma forma de arrecadar fundos para o clube suprir parte das lacunas financeiras causadas pela pandemia e pelos jogos ainda sem público nos estádios.

“O Moto ingressou no TJD local e como já era esperado foi indeferido, ingressamos também no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e iremos até a última instância para garantir o direito do Moto Club”, afirmou Natanael Júnior ao blog Marrapá com exclusividade.

O Moto informou que investiu alto na sua plataforma digital para a transmissão, com ingressos digitais já vendidos, e mesmo assim a FMF prejudica a arrecadação do clube passando por cima de uma medida federal e nitidamente perseguindo o Moto.

“Não entendemos porque FMF insiste em querer tirar a possibilidade do clube arrecadar durante a pandemia, liberando gratuitamente o acesso à transmissão, que é direito legal do Moto do Club de São Luís”, concluiu Natanael Júnior.

Por Leandro Miranda

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