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Secretários utilizam estrutura do governo em articulações eleitorais com aval do governador Carlos Brandão

A prática estaria sendo realizada pelo Chefe do Executivo e pelos comandados mais próximos do governador.

A estratégia política adotada pelo governo do Maranhão tem gerado críticas e levantado questionamentos sobre o uso da máquina pública para fins eleitorais. Embora a gestão estadual afirme priorizar o desenvolvimento social, opositores e observadores apontam que parte do alto escalão estaria utilizando a estrutura administrativa para fortalecer pré-candidaturas, com aval direto do governador Carlos Brandão.

Segundo relatos de interlocutores políticos e registros de eventos públicos, o governador tem permitido — e, em alguns casos, incentivado — que secretários ampliem suas bases eleitorais por meio de ações oficiais. O caso mais emblemático é o do secretário de Desenvolvimento Social, Paulo Cazé, irmão do deputado federal Pedro Lucas Fernandes. Ele tem intensificado viagens ao interior, participando de inaugurações de restaurantes populares, entrega de benefícios sociais e realização de ações voltadas a prefeitos e vereadores. Em um dos eventos, o próprio Brandão teria reconhecido publicamente o apoio à sua articulação política rumo às eleições de 2026.

A prática, entretanto, não se restringe à área social. Outros nomes do governo também são citados em articulações semelhantes, como Tiago Fernandes (Saúde), Sebastião Madeira (Casa Civil), Cricielle Muniz (IEMA), Bira do Pindaré (Agricultura Familiar), Vinícius Ferro (Planejamento), .Anderson Pires Ferreira (Iterma), Júnior Viana (Casa Civil) e Pedro Chagas (Meio Ambiente). Parte desse grupo, segundo críticas, tem utilizado ações institucionais para fortalecer alianças locais, enquanto outros tentam se viabilizar politicamente de maneira mais discreta.

Na Saúde, por exemplo, as críticas se intensificam. Enquanto hospitais enfrentam falta de leitos, escassez de medicamentos e filas prolongadas, o secretário Tiago Fernandes tem percorrido o estado com agendas consideradas por opositores como “mais políticas do que administrativas”. A mesma situação é relatada em outras áreas, como Educação — onde ainda há escolas com problemas de abastecimento de água —, Infraestrutura, Assistência Social e Transporte. Nesta última, moradores da Baixada continuam enfrentando dificuldades no sistema de ferryboat, enquanto proprietários de embarcações aguardam, há dois anos, o pagamento de subsídios prometidos pelo governo.

Paralelamente, a Assembleia Legislativa, cuja base governista é majoritária, tem sido alvo de críticas por não fiscalizar essas práticas e por aprovar projetos que, segundo opositores, beneficiariam aliados do governo. Entre os pontos mais recentes estão a criação de 120 novos cargos comissionados e a autorização de um orçamento de R$ 50 milhões destinado à compra de caminhonetes para as 217 Câmaras de Vereadores do estado — medida contestada por quem defende investimentos prioritários em segurança e saúde, setores que enfrentam falta de viaturas e ambulâncias.

Críticos sustentam que, diante desse cenário, torna-se difícil ao Maranhão avançar nos indicadores sociais e reduzir a pobreza, enquanto estruturas públicas são mobilizadas com foco nas eleições de 2026 e tem a assinatura do governador Carlos Brandão, que também usa a máquina pública para tentar eleger seu Bebê Reborn Orleans Brandão em 2026.

A prática sempre foi usada por governos anteriores. Mudaram apenas os atores, mas o espetáculo continua sendo o mesmo!

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