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Tiro no Pé: reajuste salarial de 9% aos servidores faz Flávio Dino perder voto

É unânime a insatisfação dos servidores, principalmente dos soldados da polícia militar sobre o reajuste fajuto de 9%

Para quem achou que estaria fazendo uma fezinha e conquistando os servidores estaduais, o tiro saiu pela culatra. Flávio Dino esqueceu que não deu reajuste nos últimos 7 anos e deixou o salário dos servidores defasado. Faltando 11 meses para as eleições e querendo se eleger senador, o governador do Maranhão anunciou um reajuste de 9% aos servidores e a reação de descontentamento foi geral.

Ao longo dos últimos sete anos, as perdas salariais com a inflação ultrapassam a casa dos 50%. Se fizer um cálculo rápido e dividir o reajuste por 7, o aumento não chega a R$50,00 reais por ano, ou seja, Flávio Dino achou que enganaria os servidores, mas acabou se ferrando e corre um sério risco de desandar após deixar o governo em abril de 2022. è sempre bom lembrar, que mesmo sem concorrente ao senado, Dino não consegue atingir 50% do eleitorado maranhense.

Em notas, repudiaram a proposta os fiscais agropecuários e os policiais civis. “O Grupo Atividade de Fiscalização Agropecuária, representado pelo Sindicato dos Servidores da Fiscalização Agropecuária do Maranhão, manifesta seu repúdio à proposta do governador Flávio Dino de Castro e Costa, propondo míseros 9% de reparação salarial aos servidores, quando a implacável inflação, ao longo dos sete anos de congelamento no seu mandato, eleva-se a draconianos 56,11% de perda de poder aquisitivo, isto só no Grupo AFA. Chegada à ALEMA no dia da Audiência Pública (a terceira) para cobrar a reposição de perdas salariais frente à inflação, os valores da Medida Provisória foram considerados ‘esmola'”, reagiram os fiscais agropecuários.

Paras os policiais civis, “a destinação desse percentual é desrespeitoso e revoltante”. No caso desta categoria, o reajuste é de aproximadamente 8%. “Esperava-se que o Governador, que entoa o discurso de justiça e igualdade, tivesse a dignidade e bom senso de reconhecer a importância da polícia civil, concedendo à classe um aumento justo, que ao menos contemplasse a perda inflacionária desse longo período”, diz a nota da categoria.

Já os soldados da polícia militar e bombeiros militares do Maranhão, que correm atrás de marginais, colocam suas vidas em perigo para salvar vidas, trabalham sem condições adequadas, também não gostaram nenhum pouco desse tal reajuste, que levado em conta, vale menos que uma garrafa de vinho que Flávio Dino bebe com amigos no Palácio dos Leões.

Por Gilberto Léda (com edição)

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