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Anacleto Corrêa Lima é o nono membro da mesma família inscrito na OAB-MA

Com nove integrantes da família Corrêa Lima inscritos na OAB-MA. O número pode chegar a 12 em breve

Um feito inédito aconteceu nesta quarta-feira (16), na sede da Ordem dos Advogados, seccional do Maranhão, sob batuta de Kaio Saraiva e Tatiana Costa, presidente e vice-presidente, respectivamente, onde  o nono membro de uma mesma família de origem negra, em pleno exercício e com tradição na advocacia maranhense, prestou compromisso com o direito.

Estamos falando do jovem Anacleto Pereira Corrêa Lima. Ele destacou a tradição da família na advocacia maranhense. “Aqui fechamos uma etapa e iniciamos outra. Mesmo sentindo a ausência física da minha avó, Zulmira Domingas Pereira Corrêa Lima, divido essa vitória com meus familiares, com ênfase ao meu avô e minha mãe “, ressaltou o mais novo integrante da OAB-MA.

Anacleto é neto do advogado militante com mais de meio século de atuação profissional – Itamar Corrêa Lima e filho da jornalista e também advogada Itamargarethe Corrêa Lima. O avô de Anacleto falou da felicidade. “Ensinei aos meus que a advocacia é o interruptor da Democracia no País. Somos nós que barramos os excessos e arbítrios dos agentes públicos. Neste momento, sinto-me realizado em poder presenciar, aos 85 anos, assim como quatro dos meus filhos, mais um neto abraçando com amor a carreira que escolhi”, disse emocionado Itamar, o patriarca do clã Corrêa Lima.

LEMBRANÇAS DA DITADURA 

Formado em 1969, o ex-presidente do Centro Acadêmico da antiga Faculdade de Direito, na Rua do Sol – é citado como exemplo por grandes profissionais que desbravaram e lutaram para fortalecer a profissão no Estado.

Dono de uma conduta moral sólida, na trajetória de vida, a passagem que enche de orgulho filhos e netos retrata a prisão do então acadêmico de direito, na sala de aula, na época da Ditadura Militar. Ele foi acusado de liderar os movimentos que eclodiram em todo o País, inclusive na capital maranhense, para protestar a morte do estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto, em 1968, dentro do restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro.

ADVOGADO MILITANTE 

Antes de abraçar e fazer da OAB sua segunda família, o patriarca exerceu os cargos de escrivão da Polícia Federal e delegado da Polícia Civil. Já no exercício da advocacia foi aprovado nos concursos de auditor do Ministério do Trabalho e Juiz estadual, mas problemas familiares o levaram abrir mão de ambas as nomeações.

Atualmente, o ex-conselheiro da seccional maranhense nas gestões dos colegas Raimundo Marques e Caldas Góis, exerce a atividade profissional apenas, na condição de consultor jurídico da prole. Assim como Itamargarethe e Anacleto – são inscritos nos quadros da seccional maranhense Itamary, Itamauro e Itamarcia sem contar, também, com os netos Italanna, Paulo Filho e Raissa, mas logo logo o número deve aumentar, pois existem outros três bacharéis, sendo dois filhos e um neto que poderão seguir os passos dos demais. O número pode chegar a 12 integrantes na OAB-MA.

Fotos: Paulo Caruá

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