Governo Brandão cria mais 48 cargos comissionados e Othelino Neto vota contra na Assembleia
Deputado Othelino Neto criticou ampliação de cargos políticos e apontou uso da máquina pública para acomodação de aliados.

A base governista do governador Carlos Brandão voltou a mostrar que, quem manda na Assembleia Legislativa do Maranhão é o Palácio dos Leões ao aprovar, nesta quarta-feira (13), a criação de mais 48 cargos comissionados para a Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (FUNAC).
A medida foi aprovada mesmo diante da reação da oposição, que criticou o aumento de despesas com cargos políticos em meio aos problemas enfrentados pela população maranhense nas áreas de saúde, infraestrutura, segurança e geração de empregos.
Nos bastidores da política estadual, a decisão aumentou ainda mais as críticas de que a Assembleia Legislativa teria se transformado em um verdadeiro “puxadinho” do Palácio dos Leões, onde projetos do governo acabam sendo aprovados sem maiores dificuldades.
Enquanto milhares de maranhenses aguardam concursos públicos e oportunidades efetivas de emprego, o governo segue ampliando espaços para nomeações políticas em plena pré-campanha eleitoral.
Segundo informações de bastidores, os novos cargos seriam utilizados para acomodar indicados de aliados políticos, principalmente na capital maranhense.
O deputado estadual Othelino Neto, um dos parlamentares que votaram contra a medida, criticou duramente a criação dos novos cargos comissionados.
“O próprio texto da medida provisória cria os cargos em comissão. E é impossível ignorar o momento político em que isso acontece: mais uma vez, Brandão amplia espaços para acomodação política, enquanto o Maranhão enfrenta problemas graves na saúde, infraestrutura, segurança e geração de emprego”, declarou o parlamentar.
Segundo deputados da oposição, caso o objetivo fosse realmente fortalecer a estrutura da FUNAC e melhorar o sistema socioeducativo do estado, o caminho mais adequado seria a realização de concurso público, valorização técnica dos servidores e investimentos permanentes na fundação.
Para os críticos da proposta, porém, o aumento dos cargos teria caráter eminentemente político e eleitoral. “Nosso voto foi contra porque o Maranhão precisa de atenção às verdadeiras prioridades da população, e não de mais cargos para politicagem eleitoral”, finalizou Othelino Neto.
A aprovação da medida reforça o clima de disputa política antecipada no Maranhão, onde governo e oposição já começam a travar embates mais intensos de olho nas eleições de 2026.



