POLÍCIA

João Bosco morto por Gilbson Cutrim era assessor no governo Flávio Dino e foi nomeado na Seduc por Felipe Camarão

O servidor da Secretaria de Educação do Governo Flávio Dino foi morto dia 19 de agosto após discussão por suposta divisão de propina da Seduc

Ganhou mais um capítulo importante o trabalho de investigação acerca da morte do empresário João Bosco Oliveira Sobrinho, executado com três tiros por Gilbson César Soares Cutrim na área externa do edifício Teach Office, na Ponta D´Areia, em São Luís, no dia 19 de agosto.

Segundo documentos, João Bosco exercia o cargo comissionado de Auxiliar Técnico II (símbolo DAI-5) da Secretaria de Estado da Educação, no governo Flávio Dino, pasta de onde teria saído o pagamento de uma possível propina que teria motivado a sua execução.

A informação foi revelada pelo blogue do jornalista Marco D´Eçana manhã desta sexta-feira (23), e não há, até o momento, nenhuma informação no Diário Oficial do Estado que confirme a exoneração de João Bosco.

Amigo pessoal do vereador de São Luís, Beto Castro (Avante) e apontado com possível cobrador de dívidas do parlamentar, João Bosco foi nomeado, ano passado, pelo então titular da Seduc, Felipe Camarão (PT), hoje candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador e candidato a reeleição, Carlos Brandão (PSB).

Minutos antes de sua morte, o empresário teria se reunido no local do crime com Beto Castro; seu assassino confesso (Gilbson Cutrim); e Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão e secretário de Estado de Monitoramento de Ações Governamentais.

Em depoimento prestado na Polícia Civil, Gilbson Cutrim, que passou apenas oito dias preso, afirmou que teria matado João Bosco por que estaria sendo ameaçado se não repassasse 50% de propina em cima de um valor de R$ 778 mil oriundo de um possível pagamento, por parte da Seduc, de uma empresa de vigilância que estaria inapta.

A reunião entre os quatro citados, segundo o próprio Gilbson, teria sido articulada por Daniel Brandão.

João Bosco, vale destacar, além de ser funcionário do Governo, nas gestões de Flávio Dino e Carlos Brandão, participava de atos de pré-campanha e de campanha em apoio a eleição do primeiro para o Senado e para a reeleição do segundo ao governo.

O governador; seu sobrinho; e todo o Governo permanecem em silêncio sobre o assunto, tentando cair no esquecimento, mas a sociedade maranhense será informada passo a passo através da imprensa independente.

Assim como Dino e Camarão, que até agora não deram um pio sobre o fato, que deverá repercutir na imprensa nacional, após mais este fato sendo noticiado.

Em um vídeo gravado em novembro de 2021, provavelmente no dia da posse, o próprio Bosco anuncia que “tô indo agora ser nomeado a superintendente junto à Secretaria Estadual de Educação do nosso querido estado do Maranhão”.

Por Gláucio Ericeira

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